Domingo, estava eu (Sir Blue) e meu primo no Shópis Barigui (aquele lugar cheira gente rica) é um cheiro que não me agrada muito, parece quando as pessoas exageram no “bom ar” dentro do banheiro, em vez de melhorar as coisas, o cheiro fica pior.
Entramos na FNAC, loja imponente e cara. Eu disse que queria dar uma passada lá para “sonhar” um pouco. Assim que entramos na loja, demos de cara com a mesa dos IMAC’s, ô coisa linda, monitores gigantes, teclados minúsculos e mouses estilizados, tinha um bocado de gente por ali, uns vendo, outros se assustando com os preços, mas rolava um burburinho em volta daquelas maçãs.

Quando eu e meu primo tivemos uma brecha para mexer em um daqueles computadores, que acontece a cena mais tosca, advindas de pessoas toscas, que provém aquele cheiro de gente rica dentro do shopping:
Enquanto meu primo perguntava para mim qual era a vantagem de um Mac e eu explicava o que sabia (pouca coisa mesmo). Veio uma voz ao nosso lado (direito para ser mais exato) dizendo:
“Um dia, eu briguei com meu pai e taquei uma pedra nessa porcaria”
Assim que ouvimos isto, eu e meu primo nos olhamos e imediatamente olhamos para o preço do computador: R$6,000. Isso mesmo, ela tacou uma pedra em R$6000 verdinhas! Mas o pior ainda estava para vir:
“Mas não deu em nada, meu pai comprou outro pra mim mesmo…”
Essa foi a gota d’água, nós dois olhamos para a dona da voz (feminina) e vimos o tal padrão curitiboca rico que fede a “bom ar”. Loira (acho que era falsa), rosto bonito mas visivelmente acima do peso (pessoas ricas têm dinheiro para comer e beber o que quiser), uns 18-20 anos, calça jeans de marca colada no rêgo e o que eu mais abomino em mulheres, aquelas botas com o cano vindo até o joelho, isso parece aquelas botas que os catadores de carangueijo usam para o trabalho no mangue, pois evita o contato com a lama.
Saímos do local, arrependidos por morar na mesma cidade que uma criatura daquelas e meu primo comentou:
“Deveria tacar uma pedra na cara dela!”
“…”
Mas não adiantaria em nada. O pai dela compraria uma cara nova!”
Morte à mediocridade curitibana.