Como todos sabem, moro na capital paranaense, LEITE DENTE DÓI O DENTE, Curitiba. E o resto do Brasil aclama pelo transporte público maravilhoso desta cidade.
Já ouvi falar que aqui é um dos melhores do Brasil. Se isso aqui é o melhor, não quero nem imaginar o que é um transporte público ruim. Para muitas pessoas ele é exemplo para outras cidade, mas para mim já foi algo bom, hoje eu vejo filas e mais filas de gente querendo voltar do trabalho nos tubos de vento, amontoados, como formigas.
A estação tubo, tão bonitona e…redonda, apenas serve para encanar vento nos dias de frio como hoje e para virar um forno nos dias de calor. Seu formato não ajuda em nada. E mais da metade das estações da cidade estão saturadas, precisando ser aumentadas porque não suportam mais a quantidade de pessoas que usam.
Existe sim, um belo planejamento para a cidade de Curitiba, mas não estamos mais em 1988! Quando esta cidade tinha um pouco mais da metade de habitantes de hoje. Essa cidade não aguenta mais tanta gente e o transporte público mostra isso nos horários de pico.
Hoje foi o cúmulo. Esperei quase meia hora para aparecer um dos famosos ônibus biarticulado dentro de um tubo. Trabalho na metade do caminho entre o centro e o bairro do boqueirão, um bairro curitibanamente falando longe. E muitas pessoas vêm do bairro para o centro pela manhã e voltam para o bairro no final da tarde. Para ajudar essas pessoas, o maravilhoso prefeito lançou o “Ligeirão Boqueirão”, este ônibus biarticulado apenas para nos terminais (estações maiores em que as pessoas podem fazer conexões com outros ônibus) e passa reto nas outras estações tubos “normais”. Nosso amigão senhor prefeito esqueceu de dizer à população que ele retirou ônibus normais para colocar os “ligeirões” no lugar, aumentando o tempo de espera nos tubos. Chegando ao cúmulo de passar 4 ligeirões seguidos, sendo os 2 últimos praticamente vazios e o tubo explodindo gente! Lembrando que eu faço o caminho inverso todos os dias, vou sentido bairro de manhã e volto sentido centro no final da tarde.
“Prezado prefeito, gostaria de pedir que você fizesse os ligeirões fossem apenas sentido bairro no final da tarde e voltassem como ônibus normais no sentido centro. Eu perdi um compromisso importante por causa dessa palhaçada!”
Fica minha revolta.
