Hoje, como de costume, eu estava comendo doce de leite com a colher e no final, como de costume, fui lamber o pote e, como nunca faço, fui lamber a aquela tampa metálica que tinha uma camada de doce por cima. Me fodi, cortei a língua!
Depois fiquei lembrando das cagadas mais sem noção da minha vida. Espero que ainda tenha mais cagadas a cometer, porque depois eu tenho com o que rir.
Cagada #1 - O dia que me joguei da bicicleta
Eu morava em Paranaguá (a cidade do padre do balão) ainda e para quem não sabe, lá o trânsito de bicicletas é intenso, as avenidas principais da cidade têm uma via apenas para o tráfego delas. As “magrelas”, como chamam (eu acho esse nome ridículo) estão por todos os lados. Eu também tinha a minha, mas esse tenebroso dia, estava na garupa do meu irmão e ele apostava corrida com meu outro irmão para ver quem chegava antes em casa.
Começou a chover forte e a única coisa que eu pensava era: “fudeu, fudeu, fudeu, fudeu, fudeu!“ Um carro efedepê passou do nosso lado e fez uma tsunami deixando eu e meu irmão encharcado, ele ria, eu chorava!
Na última curva antes de chegar em casa o asfalto acabava e começava uma pista de paralelepípedo e via, de longe que o piso estava liso, meu irmão corria e eu segurava cada vez mais forte a bicicleta na garupa. Quanto mais perto da curva, maior parecia ser o tombo, estava tudo certo na minha cabeça: vamos virar e o pneu vai derrapar, vamos cair de lado e vou foder minha perna, porque a bicicleta vai cair em cima de mim.
A cagada solução encontrada: pular da bicicleta, jogar-se com tudo pra fora dela. Que bela idéia, é só colocar os pés no chão e pronto! Eu fico de pé e vejo meu irmão se espatifar na curva logo à frente. Só que naquela, época, deveria estar com uns 7 - 8 anos, eu não tinha aprendido uma coisa básica:
Se um corpo se deslocar em linha reta com uma certa velocidade, continuará indefinidamente em movimento na mesma direção e com a mesma velocidade se nenhuma força agir sobre ele.
No momento que pulei da bicicleta, fui com tudo para o chão, com relação aos meus joelhos, tudo bem, estava de calça, só ralei um pouco. O problema mesmo foi que tentei colocar a mão no chão para piorar as coisas tentar parar logo. Quando elas começaram a queimar no asfalto, coisa de 0.3 segundos, tirei as duas mãos e comecei a rolar. Quando eu parei de rolar, não sei quantos metros depois, comecei a chorar e meu irmão deu meia volta e começou a rir da minha cara.
Resultado da cagada, mãos cortadas, joelhos levemente ralados e o cotovelo direito com um ultra machucado que tenho cicatriz até hoje. Sempre que olho para ele, lembro da cena do meu irmão rindo da minha cara.
Em breve, espero lembrar de mais cagadas da minha vida…


Junho 5th, 2008 at 8:39 pm
Q cagada hein, é mta burrice mesmo.
Junho 5th, 2008 at 9:27 pm
Agora vc ri né?! Na hora não viu que eu estava com medo…
Setembro 14th, 2008 at 12:24 am
Sério… chorei de rir… imaginei toda a cena… porque não foi difícil imaginar a cidade kakakaka