O futuro do rock nacional












Móveis Coloniais de Acaju de Brasília

Existiu um saudoso tempo em que o rock nacional era considerado muito bom por todos. Até aquelas pessoas que não gostavam de rock admitiam que a qualidade das músicas nacionais eram boas. Bandas como Paralamas do Sucesso, Titãs, Legião Urbana e Barão Vermelho são exemplos de que o rock nacional teve uma grande fase.

Perdemos vocalistas e poetas da música (Cazuza e Renato Russo), outras bandas envelheceram e não mantém o mesmo sucesso e/ou divergiram do tipo de música que tocavam em seu “auge”. Algumas bandas apareceram como a continuação e a revolução do rock brasileiro, mas creio que não se firmaram e não fizeram um “movimento” como foi nos anos 80.

Às vezes, me pergunto, quem sou eu para falar de rock. Eu escuto tanto tipo “diferente” de música, realmente não conheço o cenário músical brasileiro a fundo mas pesquisando superficialmente na mídia e alguns nomes de bandas atuais aparecem. Mas nenhuma se firma, ou pelo menos, eu não gosto de nenhuma delas. Muitas pessoas podem falar das bandas gaúchas que apareceram nos últimos anos. Eu acho aquela música chata e sonolenta. Não me empolga, nem me faz lembrar de nada, de ninguém. Apenas dá sono.

Outro movimento muito forte são as bandas Emo, que muitas pessoas consideram como a praga musical brasileira. Realmente não gosto do estilo, mas parece que a juventude, aqueles que serão nossos estagiários, funcionários, sobrinhos ou, quem sabe, filhos um dia gostam desse tipo de música. De vocalistas que gritam palavras de amor sem nenhum amor. De integrantes que parecem terem sido montados por empresários que visam apenas, unica e exclusivamente o lucro absurdo que os rostinhos bonitos usando roupas coladas e tatuagens no corpo cantam.

Cadê a alegria?

Há um mês, eu tive a alegria (e a sorte) de ir a dois shows seguidos da banda Móveis Coloniais de Acajú de Brasília, o primeiro na cidade do Rio de Janeiro no Circo Voador e o segundo aqui em Curitiba. Acho que encontrei a alegria como nunca tinha visto no palco. Tenho que admitir, sou fã incondicional da banda. Agradeço ao Last.fm por ter colocado eles na minha playlist de ska há um ano. Corri atrás, baixei musicas e gostei.

Ok, eu sei, mas você falaria:

Isso não é rock! Blé, blé, blé!

A música do Móveis é considerada alternativa, mas eu também descobri pela MTV a banda Vivendo do Ócio que apresenta um rock muito legal, mesclando letras de amor e nada de choradeira e/ou maquiagem no rosto. A música é boa! Os ouvidos aceitam bem o ritmo. Não dá náusias.

Depois dos shows e durante os dias seguintes fiquei pensando comigo: Qual será o futuro do rock brasileiro?

Esse?

[video]http://www.youtube.com/watch?v=E5PQGrRufe8[/video]

Ou esse?

[video]http://www.youtube.com/watch?v=31B3KimOL9Y[/video]

Ou nenhum desses? Decida-se.

  • http://twitter.com/cicerochiesa Cícero

    há uma tenue linha separando esse “rock” dos emos. Ainda acho que o rock brasileiro passará por uma grande escuridão, pra só depois aí sim vir algo decente.