
Meu intestino nunca foi um grande amigo, volta e meia ele prega umas peças nesse que vos escreve e tenho que sair correndo para a privada mais próxima. Sim, já aconteceu em MUITOS lugares! Festa de 15 anos, pizzarias, churrascarias (acho que ele adora esse tipo de local), competição de natação (ele fica nervoso), BALADAS (já suei frio várias vezes), etc, etc e etcetera.
Não foi diferente, ele aprontou no trabalho para mim semana passada, mas não com muita fúria como outras vezes.
Ok, levantei como quem não quer nada e caminhei segurando tudo o que podia até o banheiro com uma bela passada de marcha atlética. Desci as escadas, pois o banheiro lá de baixo é um pouco mais decente. Nunca tive essas viadagens com banheiros coletivos, tem privada, tem tampa, tem papel, arreio as calças e beleza. O azar é do nariz dos outros. Mas no meu trabalho, particularmente o banheiro do meu andar é meio foda porque alguma miserável alma disse que a porta do banheiro estava com problema e os técnicos vieram “consertar” essa porta. Agora ela parece aquela “super câmera” para fechar, aquele ultra slow. Dá para ver quem escova os dentes, quem tira butuca do nariz, quem passa fio dental e, inclusive, dá para ver as perninhas por de baixo das portinhas lá atrás enquanto ela está fechando. Uma maravilha, imagine só: “Cadê o Sir Blue, tenho uma reunião importante. Ahh, ele ‘tá cagano’ no banheiro, ó lá ó!”
Beleza, mas meu instestino não é o personagem principal dessa história.
Chegando ao banheiro de baixo, recebi um SMS e caminhando até a última cabine da parede (um viva a turma do fundão!) aproveitei para ler a mensagem. Ok, eis o momento crucial, a cena mais importante do post.
Eu entrei na cabine e a tranquei, segurava meu celular com a mão esquerda e antes de começar o serviço resolvi assoar o nariz. Muito higiênico, fui puxar um pouco do papel naqueles ultra rolos gigantes de papel que ficam presos na parede. Mesmo lendo aquele livro que diz homens não servem para fazer duas coisas ao mesmo tempo fui puxar um pouco de papel com a mão direita e com a esquerda colocaria novamente o celular no bolso.
Foi uma sincronia linda, puxei o papel com a direita e soltei o celular no bolso com a esquerda. Isso se eu tivesse ACERTADO o bolso! Porque eu soltei o celular NO NADA. Ele deslizou pela minha perna. Deu uma porrada na borda do vaso se abrindo em 3 partes: celular, bateria e a tampinha que sempre cai. Meu rosto virou e olhou que os 3 estavam sendo sugados pelo buraco negro no vaso e, sim, ele estava aberto! Parecia um arremesso de 3 pontos em que a bola chora, chora, chora no aro e cai.
Caiu…matriculei meu celular na natação.
Pensei em todos os palavrões possíveis para aquele momento, mas a única palavra que saiu foi a razão para tudo aquilo.
“Merda!”
Enfiei a mão na piscina apenas COM ÁGUA e retirei meu celular todo ferido do trágico acidente, fiz respiração boca a boca sequei-o com um pouco de papel, mas pelo jeito era melhor esperar ele secar sozinho porque apareceram algumas gotas no visor. Deixei a bateria de fora e guardei no bolso (dessa vez eu consegui).
Liguei meu amigo no final da tarde, umas 3 horas depois e ele estava funcionando perfeitamente, sem nenhum dano, lindo, lindo, salve, salve e maravilhoso.
Estava pensando em trocar de celular, agora não quero mais porque descobri que o meu é muito foda!