O milagre da multiplicação












Ela casou, seu marido era lindo e fofo. Contava piadas, ria muito alto (às vezes até deixando ela encabulada com os outros). Simples, um cara perfeito. Eles se viam todas as quartas-feiras e aos finais de semana que seu, na época namorado, não viajava para a cidade natal. Uma cidade no fim do mundo.

Ele era tudo de bom, cuidava da saúde como ninguém. Andar de mão dada com ele era um prazer e fazia inveja a todas as amigas e inimigas.

Casaram.

Após o casamento, começaram a morar junto. Ela descobriu que ele, o cara fofinho e educadinho, largava a cueca suja atrás da porta do banheiro. Comprava latas e mais latas de cerveja e ficava bebendo após o trabalho. Ela queria conversar com ele, ele queria ver o jogo. Ela queria ver a novela e conversar com ele, ele queria beber cerveja e xingar o atacante do time adversário.

Passaram-se longos oito anos. O marido era um peso na vida dela, não tinha mais espaço para tantos chifres na cabeça dele. Ele não tava nem aí. Apenas queria tomar cerveja e ir ao churrasco do camarada do trabalho no final de semana.

Um belo dia, ela disse que não queria mais nada e foi embora de vez. Com seus trinta e pouco anos, ela achava que nunca mais na vida fosse conhecer alguém que nem ele (mas quando eles se conheceram e não o pançudo de hoje). Conheceu um garotão, hoje ela namora o garotão. Ele é descolado, faz faculdade e os dois surfam nos finais de semana.

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Toda essa lenga-lenga pra dizer: eu tinha um monitor velho e bonito, não cuidei dele. O fdp queimou semana passada. Fiquei injuriado, fui no mercado e comprei um monitor novo de 22 polegadas! A setinha do mouse nunca teve tanto espaço no playground pra brincar.

Monitor Sansung SyncMaster 550v – 10/2001 – 04/2009.

monitor

[créditos da foto: Christopher Yip]