
Final de 2011 foi o momento dos jogos. Foram lançados vários games tão esperados como Uncharted 3 e o excelente Batman: Arkhan City que dispensa apresentações. Sem falar nos 2 multiplayers de guerra que foram sucessos de venda e de polêmicas: Call of Duty: Modern Warfare 3 e Battlefield 3. Mas ai então veio o Elder Scrolls V: Skyrim como uma ótima surpresa para se jogar, ao menos na minha opinião, havia dado um tempo no viciante e roubador de vida World of Warcraft, por alguns motivos que logo citarei, fiquei meio relutante em jogar o Skyrim, logo que eu já tinha jogado o Elder Scrolls IV: Oblivion que é um bom jogo, porém peca nos seus menus truncados que chegam até a irritar em certos momentos.
A Sensação de Trabalho Cumprido
Essa é uma das grandes vantagens e hipnotizantes do World of Warcraft, a cada 20 minutos, em média, você ganhará um prêmio ou uma recompensa, o que te induz a jogar por mais 20 minutos, não deixando o jogador frustrado ou impaciente, pois funciona da mesma forma de você recompensar o seu cachorrinho com um biscoito, após mandá-lo sentar.
Mas como o World of Warcraft mudou muito, essas recompensas se tornaram fúteis e bobas, devido ao seu grande excesso, o que foi um dos meus motivos para dar um tempo no jogo, já tinha 2 personagens no level 85, um com total armadura pvp. Eu buscava outras coisas para fazer com eles e não encontrava motivação.
Já no Skyrim (sim eu sei é um jogo offline não é um MMORPG) me trouxe uma sensação que eu não sentia a muito tempo (faz tempo mesmo talvez desde quando joguei Final Fantasy IX.) Uma sensação de progressão onde a história evolui em várias direções e apesar de você não ganhar um prêmio significante ao completar todas como no WoW, você ganha a recompensa em saber mais do magnífico universo que o jogo tem e o melhor é saber que aquilo terá uma conclusão.

História se aliando com a jogabilidade e flechas no joelho
Uma das grandes jogadas do Skyrim, foi voltar a ser como um rpg antigo, aqueles antigos da era dos 8-bits e 16-bits, inicialmente você é um prisioneiro onde já é inserido na trama complexa do jogo mostrando que existem uma facção dominante e outra rebelde que lutam entre si e o surgimento de um novo inimigo que pode ser comum para ambas, os dragões.
Tudo isso inserido no gameplay sem aquelas pausas para tutoriais chatos ou cutscenes que te explicaram coisas de 1 minuto.
Skyrim tem um menu simples: uma parte para arma, uma para armadura, uma para ingredientes e itens e uma parte de magia. Um mapa bem amplo com vários lugares para explorar, o ponto forte do jogo. Descobrir novas cidades é sensacional, mas viajar de uma para outra pode se tornar massante com o tempo, por isso foi introduzida a opção TRAVEL FAST, na qual você vai rapidamente a uma cidade, mas para isso você já deve ter a descoberto no mapa.
Na parte do combate você poderá usar a sua mão esquerda e a sua mão direita, usando armas de duas mãos, arcos e flechas ou simplesmente magias, lembrando o seu antecessor e outros jogos famosos como Bioshock, a diferença que você PODE usar uma coisa em cada mão ao mesmo tempo
As quests são um tanto variadas e você tem a liberdade de se aliar com qualquer uma das guilds que o jogo proporciona, e o melhor ele não te induz a escolher nenhuma para desenrolar a história, você se alia SE QUISER. Com missões fantásticas de matar mortos-vivos ou te insere em histórias de conflito de interesses, guerra entre feudos e traições. Por isso até as side-quests podem surtir algum efeito na história principal
Concluindo, Skyrim é um jogo com um universo espetacular. Simples mas que envolve o jogador de maneira que fazia tempo que não se via, sem nenhuma mamata te mostrando onde há quests e como e qual efeito elas irão te fazer no futuro, com um sistema de skills muito simples o qual você tem a liberdade de priorizar que te deseja sem deixar coisas secundárias de lado, dando a medida certa entre um sandbox e um rpg offline. Um jogo a principio meio complicado para quem é desta nova geração de games, porém vale a pena de jogar.