Depois aguente seus trouxas.
Infeliz foi a pessoa que inventou o viva voz no celular! Ohhh, dá para deixar o telefone com um volume alto e conversar de longe, nossa! Também dá para conversar em mais pessoas né! Oh! Viva o celular com viva voz!
Mais infeliz ainda foi a pessa que inseriu mp3 e uma memória razoável no celular para colocar algumas músicas. O que? Não entedeu ainda?
Terça-feira, 7:40 da matina, estou eu entrando no ônibus para me dirigir ao trabalho, a porta se abre, as pessoas entram, alguns sentam, outros se debruçam nas paredes do ônibus. Uns dormem, outros mandam mensagens do celular, duas garotas bonitas que trabalham na Peugeot conversam no banco da frente. Nada como uma viagem normal de ônibus em direção ao trabalho. Quando, de repente!
“Faaaada, fada queridaaaaa!”
Penso: “não mereço uma coisa dessas logo pela manhã, as pessoas que estão aqui não merecem escutar música vinda de um celular no viva voz antes de o Sol ter esquentado a rua”.
“Dona da minha vida”
Quem criou esses aparelhos não sabia que existem pessoas com QI negativo circulando pelas cidades e impondo suas músicas pelo transporte público de uma maneira totalmente agressiva. Eu, já ouvi de tudo, música de mano, pagode, sertanejo, MPB, rock, NX Zero. Eu também já ouvi música que gosto, mas ônibus não é lugar de colocar música no volume alto, quem está do seu lado não é obrigado a gostar do que você gosta!
“Você se foi, levou meu calor”
O pior que as pessoas não notam as caras feias estampadas nos rostos dos outros dentro do ônibus. Mas o mais ridículo do curitiboca (eu me incluo ai). É que ele não fala para o infeliz que está achando aquilo ruim e vai “curtindo o som” durante a viagem toda.
Curitibópolis é um lugar estranho, com muita gente estranha.
“Você se foi, mas não me levou Lua, lua de encanto”
